quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

5º Pense Repense volta o olhar para a Amazônia


Para discutir o tema "Mudanças Climáticas", a Angá, Associação para a Gestão Socioambiental do Triângulo Mineiro, em parceria com a Pós Graduação de Ecologia e Conservação (InBio/UFU), trazem à Uberlândia, no próximo dia quinze de dezembro, um dos maiores especialistas em aquecimento global do mundo. Philip Fearnside, cientista do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vem estudando há décadas os ecossistemas tropicais e sua capacidade de suporte frente às populações humanas, tendo a Amazônia brasileira como centro de seus estudos.

Fearnside fará duas palestras, a primeira focando os projetos de geração de energia que desconsideram os impactos negativos que causam ao meio ambiente e os danos irreversíveis que podem acarretar ao Planeta. “Ele abordará, por exemplo, a construção da Usina de Belo Monte, empregando todo o conhecimento científico que vem acumulando sobre a região, desde a década de 70”, relata o presidente da Angá, Gustavo Malacco.

Na segunda, Philip falará dos prejuízos que as mudanças climáticas acarretarão aos serviços ambientais, benefícios que o ser humano retira dos ecossistemas: água doce, controle de erosão, regulação do clima, entre outros.

Serviço:

9h - Auditório do bloco 2A - Campus Umuarama
Palestra: Impactos Socioambientais dos Empreendimentos Hidrelétricos

15h - Anfiteatro 5OA-B - Campus Santa Mônica
Palestra: Mudanças Climáticas como ameaça aos serviços ambientais da Amazônia

Philip Fearnside, cientista do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), é considerado um dos maiores especialistas em aquecimento global do mundo. Desde a década de 70, o pesquisador tem se dedicado a estudar os agroecossistemas tropicais e sua capacidade frente às demandas das populações humanas, apontando os equívocos que devemos evitar na busca do desenvolvimento sustentável. Em 2006, Philip recebeu do Ministério do Meio Ambiente o Prêmio Chico Mendes com 1o lugar na área de Ciência e Tecnologia e, no mesmo ano foi considerado pelo Instituto de Informações Científicas (Thomson-ISI) como o segundo cientista mais citado no mundo na área de aquecimento global.
Foto: revista Isto É independente.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Catador ganha as plateias com história que surpreende

A Angá, Associação para a Gestão Socioambiental do Triângulo, em parceria com o Festival Goma de Artes Integradas, promove nesta sexta-feira, dia 2, na sala Roberto Rezende, da Oficina Cultural, a quarta edição do projeto Pense Repense – Diálogos sobre Ambiente e Cultura. 

Seguindo a mesma linha das outras três edições do Pense, que propiciaram, este ano, o debate de temas de grande impacto ambiental, a exemplo da reforma do Código Florestal, no momento em votação no Senado, a Angá propõe a discussão da realidade dos catadores de recicláveis de Uberlândia, por meio da exibição do filme Efeito Reciclagem, de Sean Walsh. “Queremos promover uma conversa entre os catadores de recicláveis de Uberlândia e os moradores da cidade”, diz Graziela Pascoli. Segundo a coordenadora do projeto Pense Repense, “a sociedade precisa conhecer de perto a realidade das pessoas que recolhem os resíduos da cidade, dando a eles a destinação correta”. Para o debate foram convidados o produtor Manu Muniz, responsável pelo trabalho de pesquisa do filme e os representantes de duas cooperativas de catadores de recicláveis, de Uberlândia, Marcos Donizete, da Coru, e Leandro Leal, da Cooperudi

Efeito Reciclagem não tem o que reclamar deste ano que está se encerrando. Premiado merecidamente como melhor longa no respeitado Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental, realizado na Cidade de Goiás, também foi destaque em festivais em Portugal e Inglaterra. Sean Walsh não desperdiçou a boa história que lhe caiu nas mãos, produzindo uma deliciosa narrativa sobre a vida do catador Claudinei Alvarenga, pai de quase quarenta filhos e trabalhador orgulhoso da profissão. Na direção de uma caminhonete velha, o comerciante passa o dia negociando com donos de ferro velhos e empresas de reciclagem, na grande metrópole brasileira. Contando sua história, Claudinei nos revela seu talento para a sedução, conquistando além das muitas mulheres com quem casou, os amantes do cinema.

Texto: Betânia Côrtes Bortolozo

domingo, 16 de outubro de 2011

A Energia do Futuro

A Energia do Futuro, documentário produzido pelo Discovery Channel, mostra os desafios para a utilização eficiente de energias renováveis diante das demandas energéticas mundiais e as dificuldades de produção de novas tecnologias.



segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Oficina de Compostagem finaliza a 3ª edição do Pense Repense


A 3ª edição do Pense Repense, projeto desenvolvido pela Angá – Associação para a Gestão Socioambiental do Triângulo Mineiro trouxe à Uberlândia debates sobre o cultivo sem agrotóxico. No dia 07, Igor Simoni Homem de Carvalho, doutorando em Ambiente e Sociedade, pela Unicamp e mestre em Política e Gestão Ambiental, pela UnB; palestrou sobre “Agroecologia: conceitos e práticas”. No dia 08, Carvalho ministrou uma oficina em uma das 46 hortas-mandalas que estão implementadas no município com o apoio da secretaria de Agropecuária e Abastecimento.


Amanhã, encerrando a programação, duas oficinas serão realizadas, de manhã e à tarde, com duas turmas de 15 alunos cada. Os oficineiros Thiago Lopes e Lucas Miyahara, de Belo Horizonte, na sede do Paiol de Ideias, ong parceira da Angá no projeto Pense Repense. As oficinas foram planejadas para atender ao público que quer contribuir para a coleta seletiva de resíduos, reduzindo o desperdício de recursos naturais, por meio da compostagem de cascas de verduras e frutas. Miyahara e Lopes vão ensinar a fazer a composteira usando embalagens de margarina que podem ser instaladas dentro de um apartamento.
No final do dia 11, véspera de feriado, a Angá e o Paiol de Ideias realizam a partir das 19h, a exibição do filme “O Veneno está na Mesa”, de Silvio Tendler. Após o filme a plateia poderá prolongar a noite ao som de uma boa música com a banda Malditos Sudakas, sob o luar majestoso do Cerrado.

Confira todas as fotos aqui.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Pense Repense começa nessa sexta 7


clique na programação para ver ampliado

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Pense Repense 3ª edição: Agroecologia, conceitos e práticas

Na agroecologia a agricultura é vista como um sistema vivo e complexo, inserida na natureza rica em diversidade, vários tipos de plantas, animais, microorganismos, minerais e infinitas formas de relação entre estes e outros habitantes do planeta Terra. A proposta agroecológica defende técnicas e formas de cultivo em harmonia com o meio ambiente. Com uma abordagem consciente na dinâmica da natureza, a agroecologia permite a recuperação da fertilidade dos solos sem o uso de fertilizantes minerais, assim como o cultivo sem o uso de agrotóxicos. A agroecologia permite uma atividade economicamente viável mesmo que ecologicamente sustentável.
 
07.10.11, sexta , 14h, Anfiteatro 5OC-D , Campus Santa Mônica – UFU

Palestra Agroecologia
 
Facilitador: Igor Simoni Homem de Carvalho
Biólogo, doutorando em Ambiente e Sociedade (Nepam-Unicamp); Mestre em Política e Gestão Ambiental (CDS-UnB); Pesquisador colaborador do Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN) de Brasília-DF, Cooperativa Grande Sertão e Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas (CAA-NM), de Montes Claros-MG. 
Biólogo Igor Carvalho, que participará da 3ª edição do Pense Repense

08.10, sábado, 7h30 às 12h30.

Dia no Campo  Práticas agroecológicas em Horta Mandala
Facilitador: Igor Simoni Homem de Carvalho
As inscrições gratuitas para saída de campo (transporte e alimentação incluídos) serão feitas durante a palestra ou pelo email angacomunica@gmail.com. Enviar nome completo e fone de contato e discriminar qual oficina gostaria de fazer.
Nº de vagas: 50.
Público alvo: produtores rurais

11.10, sábado, 8h – 11h30 e 13h30 - 18h
Paiol de Idéias - Alameda Alvarenga Peixoto, 321

Oficina Agroecologia Urbana
Essa oficina apresentará técnicas como a Composteira em Módulos - perfeita para apartamentos e pequenos espaços, além de dicas para cultivar seu próprio canteiro de ervas e hortaliças. Serão oferecidas 30 vagas nessa oficina, com turmas de manhã e à tarde.

Facilitadores: Lucas Miyahara – Apicultor, permacultor, coordenador da Associação de moradores agricultores e apicultores da Lapinha/MG e Thiago Lopes - Permacultor, articulador social e membro da Rede Terra Viva.

Nº de vagas: 15 por turma
Público alvo: sem restrições
Valor: R$10,00. 
Inscrição pelo email angacomunica@gmail.com. Enviar nome completo e fone de contato. Em caso de excesso de inscrições, será respeitada a ordem de chegada dos emails para preenchimento das vagas.

Mais informações no facebook “Associação Angá”

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Como foi: Pense Repense "Energia, Crescimento e Sustentabilidade"


Com a temática “Energia, Crescimento e Sustentabilidade”, a segunda edição do projeto Pense Repense convidou para o debate Philip Fearnside, cientista do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, e Altino Ventura Filho, secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia.

Os cancelamentos de voos provocados pelo furacão Irene nos Estados Unidos impediu Philip de chegar a Uberlândia em tempo. O presidente da  Angá, Gustavo Malacco, prontamente substituiu Philip na mesa de debate ao lado da mediadora Betânia Cortes e de Altino.

A primeira fala foi destinada a Altino, que elucidou as bases da política energética brasileira, explicando nossas principais matrizes a partir da comparação de dados sobre consumo e produtividade energética do Brasil em relação a outros países.
Gustavo fez uma abordagem crítica do programa apresentado por Altino, ressaltando os impactos ambientais de empreendimentos energéticos encaminhados sem os devidos estudos de casos. Além disso, citou exemplos das consequências antropológicas irreparáveis causadas pela construção de hidrelétricas cujas represas inundam comunidades ou até cidades inteiras, como é caso da cidade de Nova Ponte, no Triângulo Mineiro.

Após as colocações de cada convidado, o público, formado por estudantes secundaristas, universitários, professores, estudiosos e curiosos sobre o tema, comentou e levantou inquietações sobre as colocações dos debatedores.

clique aqui e veja mais fotos do evento.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Rio +20

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) abriu Consulta Pública para ouvir os interessados em apresentar sugestões às propostas que serão encaminhadas pelo Governo brasileiro à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, Rio+20. A iniciativa visa garantir um processo inclusivo e transparente na elaboração da submissão nacional que o País encaminhará ao Secretariado da ONU até o dia 1º de novembro próximo.

A Consulta Pública consiste em um questionário de 11 perguntas. Cada pergunta deverá ser respondida em caráter individual ou em nome de qualquer organização, em no máximo 20 linhas, em fonte Times New Roman tamanho 12. Os questionários respondidos deverão ser encaminhados, até o dia 25 de setembro de 2011, em formato .doc, ao endereço eletrônico rio2012@mma.gov.br.

Posteriormente, o MMA divulgará o documento apresentado pelo Governo brasileiro ao Secretariado da ONU, bem como a síntese das contribuições recebidas por meio da Consulta Pública.

O texto-base da Consulta Pública e o questionário estão disponíveis no endereço: http://hotsite.mma.gov.br/rio20/consulta-publica-4/

A Rio+20 ocorre em junho de 2012, na cidade do Rio de Janeiro, e marca os vinte anos da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, conhecida como Rio 92.

Informações:
Assessoria Extraordinária do MMA para a Rio+20: (61) 2028-1189

Fonte:www.mma.gov.br

domingo, 4 de setembro de 2011

Certificados da 2ª Edição

Para vocês que assistiram o Pense Repense Energia!


Enviem email com nome completo para angacomunica@gmail.com

Pedidos de certificados até o dia 9/9 - sexta-feira.

Vale lembrar que terão certificado apenas as pessoas que assinaram a lista de presença.

Até a próxima Edição - Agroecologia!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Pense Repense Energia acontecendo agora

Olá!

Problemas técnicos resolvidos, a partir de agora está no ar via Live Stream o debate sobre Energia, crescimento e sustentabilidade.

Acesse o link e acompanhe o debate ao vivo.




segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Furacão Irene atinge Uberlândia

Olá amigos. Temos más notícias.

O furacão Irene causou estragos aqui em Uberlândia também!

Por causa dos cancelamentos dos vôos nos EUA, o nosso palestrante convidado - Philip Fearnside (INPA) - não terá tempo suficiente para chegar à Uberlândia na quinta-feira.

A palestra das 15h do dia primeiro de setembro está cancelada.

Entretanto, o Pense Repense vai acontecer!

Teremos a presença do Sr. Altino Ventura Filho, atual Secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia. Altino é engenheiro elétrico e foi presidente da Eletrobrás e diretor técnico da Itaipu Binacional.

Esta será uma grande oportunidade para discutirmos abertamente as propostas de crescimento energértico brasileiras.

Complementando o debate, profissionais da Angá farão uma explanação das consequências ambientais do crescimento baseado em hidrelétricas.

Contamos com sua presença para enriquecer o debate!

Pense Repense Energia
1º de setembro
9h
Anfiteatro Bloco 3Q - UFU Santa Mônica

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

domingo, 21 de agosto de 2011

Pense Repense 2ª Edição


Para discutir o tema “Energia, crescimento e sustentabilidade”, a Angá, Associação para a Gestão Socioambiental do Triângulo Mineiro, traz a Uberlândia, no próximo dia primeiro de setembro, um dos maiores especialistas em aquecimento global do mundo. Philip Fearnside, cientista do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vem estudando há décadas os ecossistemas tropicais e sua capacidade de suporte frente às populações humanas, tendo a Amazônia brasileira como centro de seus estudos.
Em sua palestra, Fearnside vai tratar dos projetos de geração de energia que desconsideram os impactos negativos que causam ao meio ambiente e os danos irreversíveis que podem acarretar ao Planeta. “Ele abordará, por exemplo, a construção da Usina de Belo Monte, empregando todo o conhecimento científico que vem acumulando sobre a região, desde a década de 70”, relata o presidente da Angá, Gustavo Malacco.
O debate sobre Energia é o segundo de uma série de cinco seminários que estão sendo realizados pela Angá, com o apoio da Fundação CASA, de Belo Horizonte. O projeto Pense Repense - Diálogos sobre Meio Ambiente e Cultura, selecionado pela entidade, realizará até o final do ano, em Uberlândia, cinco debates (e oficinas) sobre temas que tratam de questões socioambientais. O primeiro deles trouxe à cidade especialistas que discutiram a reforma do Código Florestal.
De acordo com a coordenadora do Pense Repense, Graziela Pascoli, o propósito da Angá ao realizar o Pense Repense é implementar um processo de formação aberta em Educação Socioambiental. “Queremos promover a circulação e a troca de informações qualificadas entre especialistas de renome nacional e internacional, caso do Philip, e o público de Uberlândia. Desta forma, nossa intenção é trazer para o centro do debate ambiental a comunidade estudantil e profissionais das mais diversas áreas a fim de ampliar seus conhecimentos e empoderá-los em suas escolhas”.
A palestra (seguida de debate), com Philip Fearnside, contará ainda com a parceria do Coletivo Goma – Cultura em Movimento, grupo que atua na difusão da economia solidária e de iniciativas culturais independentes. O Goma se encarregará de transmitir o evento ao vivo pelo sistema Live stream. Acompanh nosso twitter @angatm ou website para participar do fórum virtual.
O debate “Energia, Crescimento e Sustentabilidade”, será realizado no dia primeiro de setembro, às 9h, no anfiteatro do bloco 3Q, no campus Santa Mônica, da UFU.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Frente Mineira pela Biodiversidade é criada

Preocupadas com o avanço do desmatamento, tráfego de animais silvestres, degradação das águas e outros problemas, 14 entidades ambientalistas que atuam em Minas Gerais uniram-se para fundar a Frente Mineira pela Biodiversidade.

Como explica a superintendente da Amda, Dalce Ricas, o grupo é aberto à participação de organizações não governamentais que tenham como objetivo prioritário a defesa do meio ambiente. "Precisamos nos unir na defesa dos ambientes naturais e da fauna silvestre, pois estão cada vez mais ameaçados. Nossa estratégia será propor e também cobrar políticas que possam reverter essa situação, além de atuar junto à iniciativa privada para que ela assuma seu percentual de responsabilidade frente à proteção da biodiversidade," explica. 

Para participar da Frente, as entidades interessadas deverão, através de ficha de filiação virtual, expressar formalmente concordância com seus objetivos. Para José Ângelo Paganini, da Fundação Relictos, a iniciativa é fundamental para a proteção da biodiversidade. "Essa é a razão da existência das entidades. Cada uma atua de forma diferente, mas com a mesma finalidade, É hora de nos unirmos".
 
Além de contar com lista de discussão eletrônica, faz parte da estratégia da entidade reunir-se regularmente com o secretário de Meio Ambiente e equipe para discutir problemas e propostas ligados à proteção da biodiversidade no Estado.
 
São fundadoras: Ambiente Brasil, Associação dos Amigos de Iracambi, Amda – Associação Mineira de Defesa do Ambiente, Angá – Associação para Gestão Socioambiental do Triângulo Mineiro, Ceco – Centro de Estudos Ecológicos e Educação Ambiental, Conservação Internacional, Fundação Biodiversitas, Fundação Relictos de Apoio ao Parque Florestal Estadual do Rio Doce, Instituto Espinhaço,  Instituto Hóu, Instituto Terra Brasilis de Desenvolvimento  Socio-Ambiental, Movimento Pró Rio Todos os Santos e Mucuri, Mover – Movimento Verde de Paracatu e Valor Natural.
 
"O diferencial desta Frente é ser voltada para a preservação da fauna e flora em todos os seus aspectos”, afirma Gisela Herrmann, da Valor Natural. "Isso exige conhecimento, metodologia e ações específicas, principalmente em Minas Gerais, que abriga a  Mata Atlântica e o Cerrado, dois dos biomas mais ricos e ameaçados."

sábado, 2 de julho de 2011

Entenda o que representou a AAI da Bacia do Rio Tijuco

Na segunda-feira 20 de junho, foi realizado, em Ituiutaba, o seminário sobre a Avaliação Ambiental Integrada (AAI) da Bacia do rio Tijuco, que objetivou analisar o efeito cumulativo e sinérgico de 12 empreendimentos hidrelétricos projetados para o rio Tijuco.

A AAI foi apresentada pela empresa ENGERA, de Florianópolis, contratada pela ALUPAR, que atualmente requer dois empreendimentos hidrelétricos no rio Tijuco, denominados Cruz Velha e Cutia Alto, em análise na Superintendência Regional de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba (SUPRAM TMAP). Ressalta-se que no ano passado, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (SEDE), assinou um protocolo de intenção com a ALUPAR, objetivando a instalação de três empreendimentos hidrelétricos no Estado, entre eles as PCHs acima citadas.

O protocolo de intenções foi assinado pelo presidente do Instituto de Desenvolvimento Integrado de Minas Gerais (Indi), que na época declarou que a preocupação do Governo de Minas tem sido priorizar as PCHs em áreas sem risco ambiental. Interessante que a região do rio Tijuco é considerada prioritária para conservação da biodiversidade e de restrição ambiental, segundo a Avaliação Ambiental Estratégica (Energia), colocando assim em contradição a análise do presidente do INDI.


Seguiu-se o debate por mais de três horas, mediado pelo Dr. Ilmar Bastos, assessor especial da Secretaria de Estado Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMAD). O auditório estava lotado, com mais de 300 pessoas.

Entre os debatedores, estavam presentes, o Fórum de ONGs do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, a Universidade Federal de Uberlândia, a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Minas Gerais (FETAEMG), a Federação da Agricultura de Minas Gerais (FAEMG), o Comitê de Bacia Hidrográfica dos Baixos Afluentes Mineiros do rio Paranaíba e o Ministério Público do Estado de Minas Gerais.

Todos foram unânimes em afirmar que os estudos apresentados não são suficientes para subsidiar a tomada de decisões e a avaliação dos impactos cumulativos e sinérgicos dos empreendimentos, devido à fragilidade das informações apresentadas, especialmente para os peixes, fauna terrestre, impactos socioeconômicos e cenários apresentados.

Outro fato destacado foi que o estudo não contemplou um novo cenário na Bacia, a criação do Refúgio da Vida Silvestre do rio Tijuco, não sendo avaliado o efeito da construção de empreendimentos hidrelétricos nas comunidades aquáticas e terrestres, devido a mudança do regime lótico para lêntico. Outro ponto a foi a indagação do representante da Superintendência de Água e Esgoto da cidade de Ituiutaba, que reforçou a preocupação com a qualidade da água na cidade após a instalação dos empreendimentos.

Vários segmentos, como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Sindicatos Rurais, Loja Maçônica de Ituiutaba, Associação Comercial e Industrial de Ituiutaba, Prefeituras Municipais do Prata, Ituiutaba e Capinopólis, se manifestaram contra a instalação de qualquer empreendimento hidrelétrico na Bacia do rio Tijuco, pela ameaça que representarão aos recursos hídricos, biodiversidade e a centenas de produtores rurais.

Esperamos assim, que os gestores públicos, responsáveis pela análise dos estudos ambientais e o Conselho de Política Ambiental indefiram os empreendimentos hidrelétricos, devido a precariedade, subjetividade e fragilidade dos estudos apresentados até o momento.  Não resta dúvida da importância da preservação deste patrimônio, seja pela biodiversidade, pela história, pela valor cultural e na contribuição no sustento de milhares de pessoas, e que o mesmo continue livre.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

MPE quer audiência para debater usinas no rio Tijuco

Fonte: Frederico Silva - Jornal Correio - 10/06/2011

O Ministério Público Estadual (MPE) enviou à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) uma recomendação para que retire da pauta de discussões da reunião do Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam), que acontece hoje em Uberlândia, a apresentação da Avaliação Ambiental Integrada (AAI) da Bacia do Rio Tijuco. O estudo revela a possível viabilidade ambiental para a construção de 12 pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) no rio.

Para o MPE, a discussão do estudo no Copam só deve acontecer após a realização de audiência pública com a população dos quatro municípios que seriam afetados pelas PCHs (Ituiutaba, Prata, Monte Alegre de Minas e Canápolis).

De acordo com o promotor de Justiça Carlos Alberto Valera, de Uberaba – cidade onde está a nascente do rio –, a manutenção deste tema na pauta da reunião é um ato autoritário. “Não é justo que seja ignorada a discussão com a sociedade civil. Houve um compromisso de se realizar audiências antes da apresentação do estudo, o processo está sendo antecipado”, afirmou.

A Semad, por meio de assessoria, informou que não recebeu o documento do MPE, mas que costuma acatar este tipo de recomendações. A secretaria ainda informou que a proposta é de que AAI seja apresentada, mas que nenhuma licença ambiental será colocada em votação.

Segundo Valera, que também é conselheiro do Copam e participará da reunião de hoje, caso o pedido não seja acatado serão tomadas medidas judiciais. “Podemos entrar uma Ação Civil Pública para que o acordo seja cumprido”, disse.

Entidades ambientais são contra discussão

Entidades da sociedade civil, principalmente, as ligadas às questões ambientais, também são contrárias à discussão da Avaliação Ambiental Integrada (AAI) da Bacia do Rio Tijuco, que vai apontar se existe a viabilidade de construção das usinas.

O ambientalista Gustavo Malacco, presidente da Associação para Gestão Socioambiental, organização não governamental (ONG), participa das reuniões sobre o tema desde 2008. Segundo ele, a Semad marcou para a última terça-feira um seminário em Ituiutaba para discutir as PCHs com a população, mas o evento foi cancelado. “A Semad enviou uma notificação cancelando o evento e não explicou o motivo. Agora, o secretário está atropelando o processo, quer discutir com os conselheiros antes da discussão pública”, afirmou.

A Semad informou que não tem conhecimento da marcação do seminário para esta data.

Histórico PCHs

A construção de 12 PCHs no rio já vem sendo discutida desde 2008. Oito pedidos de licença prévia para construção foram protocolados na Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), mas cinco deles foram inviabilizados com a criação do Refúgio Silvestre da Bacia do Rio Tijuco – decreto assinado pelo governador Antonio Anastasia em março deste ano. Os outros três pedidos continuam em análise. Os outros quatro trechos do rio ainda não apresentam empresas interessadas.

Desde 2004, existe uma PCH instalada em Ituiutaba – Salto Morais.

A usina está em processo de renovação de licença ambiental para operação. O rio Tijuco tem 250 quilômetros de extensão e é o segundo maior afluente esquerdo do rio Paranaíba. Ele nasce em Uberaba e percorre oito municípios do Triângulo Mineiro. Ituiutaba, Prata, Monte Alegre de Minas e Canápolis seriam as quatro cidades atingidas pelas PCHs.

Pequenas usinas ameaçam rios

 Fonte: Elisângela Orlando - Jornal Hoje em Dia - 8/05/2011

Construção de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) em série, em um mesmo curso d’água, eleva riscos ambientais  

A proliferação de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) - com potência entre 1 e 30 megawatts (MW), impulsionada pelo esgotamento de grandes potenciais hidrelétricos e pelos incentivos do Governo federal, coloca em xeque a reputação de pouco reflexo ambiental destas fontes alternativas de energia. As PCHs operam a fio d’água e têm reservatório inferior a 3 quilômetros quadrados, o que resulta em baixo impacto isolado por empreendimento. Contudo, a implantação em série de PCHs ao longo de um mesmo curso d’água pode provocar impactos socioeconômicos e ambientais semelhantes aos de uma grande hidrelétrica.

No Brasil, existem 398 PCHs em operação, responsáveis por uma potência instalada de 3.537 MW. Há outras 52 em construção, que vão agregar 683,2 MW, e 149 outorgadas, com mais 2.053 MW. Deste total, 99 operam em Minas Gerais, com potência de 730 MW, havendo ainda 6 em construção (71 MW) e 32 outorgadas (484 MW).

Na bacia do rio Doce, em Minas, existem oito projetos de PCHs inventariados em 139,10 km de extensão do rio Santo Antônio. Um estudo realizado pela Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam), em 2009, constatou que, se licenciados, esses empreendimentos podem provocar danos à fauna e flora da região, além de implicações socioeconômicas comparáveis aos da implantação das usinas hidrelétricas de Candonga (140 MW) e Baguari (140 MW) - no alto e médio rio Doce -, que superam em mais de quatro vezes o teto de potência fixado para as PCHs.

Foram consideradas as distâncias das usinas em relação à foz do rio, volume, área e extensão dos reservatórios, extensão dos trechos de vazão reduzida e potências instaladas.

Conforme a análise, se as PCHs forem implantadas sequencialmente nas áreas previstas, os trechos livres de barramento do curso d’água seriam reduzidos a 22,6 km. Dessa forma, 54,5% dos 255 km de extensão do rio Santo Antônio estariam comprometidos.
Já as barragens e reservatórios das usinas de Candonga (140 MW) e Baguari (140 MW) comprometeram 17,08% do trecho de 178,5 km destinado às duas hidrelétricas. Se considerada a extensão total do rio Doce, de 853 km, esse percentual cai para 3,57%, restando 148 km de trechos livres de barramentos.

A bióloga e analista ambiental do Instituto Chico Mendes, Beatriz de Aquino Ribeiro Lisboa, afirma que, caso as PCHs projetadas para o rio Santo Antônio entrem em operação, haverá extinção de espécies da fauna aquática, degradação de remanescentes de Mata Atlântica, destruição de sítios históricos e paisagísticos e de extensas áreas produtivas, destituindo a região de valores naturais e culturais únicos em Minas.

De acordo com a superintendente regional de Regularização Ambiental do Jequitinhonha da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (Semad), Eliana Piedade Alves Machado, até o momento, foram realizados três pedidos de licença ambiental para a construção de PCHs no rio Santo Antônio. Todos foram feitos pela Peixe Energia S/A, hoje Minasinvest, empresa do grupo GPI que tem a concessão para a construção de um total de quatro PCHS em Minas Gerais. As licenças para as PCHs de Monjolo e Brejaúba foram concedidas, mas a de Sumidouro precisará de um estudo complementar recomendado pelo Ministério Público de Minas Gerais. O GPI não se manifestou.

Tijuco na mira de 13 PCHs

Após uma avaliação ambiental integrada dos impactos econômicos e socioambientais provocados pela construção sequencial de 13 Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) no rio Tijuco, no Triângulo Mineiro, três projetos devem sair do papel.

Oito estudos de impacto ambiental (EIA) tinham sido protocolados junto à Superintendência Regional de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Supram) do Triângulo, o que levou ambientalistas e comunidades afetadas a protestar.

O Tijuco pertence à bacia do rio Paranaíba e é considerado importante para a conservação de várias espécies de peixes. A instalação de empreendimentos hidrelétricos no curso d’água poderia causar impactos irreversíveis aos organismos aquáticos.

Diante disso, em 2008, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (Semad) solicitou aos empreendedores que fizessem um estudo mais aprofundado a fim de verificar os possíveis danos que a implantação em conjunto das PCHs poderia causar à região, levando-se em conta o contexto hidrográfico da bacia do Paranaíba.

Antes que o estudo fosse concluído, o governador Antonio Anastasia assinou um decreto criando o Refúgio da Vida Silvestre da Bacia do Rio Tijuco, uma unidade de conservação com 8.700 hectares que visa à proteção da fauna e flora dos rios Tijuco e Prata.

Cinco das oito PCHs seriam construídas na área destinada à preservação do meio ambiente. “Agora, apenas três empreendimentos hidrelétricos continuam sob análise da Supram”, afirma o superintendente regional de Regularização Ambiental do Triângulo Mineiro, Rodrigo Alvarez. Segundo ele, os resultados do estudo de avaliação ambiental integrada do rio Tijuco ainda estão sendo analisados pelo órgão e deverão ser apresentados em breve.

O presidente da Associação para Gestão Socioambiental do Triângulo Mineiro (Angá), Gustavo Malacco, alerta que a construção de PCHs em série no rio Tijuco pode provocar a perda de áreas produtivas, desmatamento das áreas nativas, impactos nos organismos aquáticos, remoção da população ribeirinha e aumento do fluxo migratório.

domingo, 5 de junho de 2011

Dia mundial do Meio Ambiente

A natureza está ao nosso redor e conversa com a gente nos pequenos detalhes.



Neste Dia Mundial do Meio Ambiente pedimos olhos atentos e mente aberta para descobrir o que a natureza tem a nos ensinar.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

uma cidade e seus rios

ENTRE RIOS from Santa Madeira on Vimeo.


Entre Rios conta de modo rápido a história de São Paulo e como essa está totalmente ligada com seus rios.

terça-feira, 3 de maio de 2011

fotos Pense Repense

prof.Sergius Gandolfi (Esalq/USP)



Adalto Franco, Sergius Gandolfi, FabianoGoulart, Raul Telles

Raul Telles, advogado ISA, Brasília

Um grande agradecimento aos palestrantes, aos parceiros e a todos os participantes da 
1ª Edição deste projeto. 
Aguardem que em junho tem mais!

quinta-feira, 31 de março de 2011

Pense Repense discute o Código Florestal Brasileiro

 
Data: 15 de abril de 2011
Horário: 9 horas da manhã
Local: Anfiteatro 3Q, Campus Santa Mônica, Universidade Federal de Uberlândia.

·         Raul Telles do Valle, advogado e mestre em Direito Econômico, formado pela Universidade de São Paulo (USP). Atua como colaborador com o Instituto Socioambiental (ISA), ONG fundada em 1994 para propor soluções sustentáveis e integradas para questões sociais e ambientais.

·         Sergius Gandolfi, biólogo e Doutor em Biologia Vegetal pela Unicamp, professor assistente doutor da Universidade de São Paulo e atua no Laboratório de Ecologia e Restauração Florestal do Departamento de Ciências Biológicas (ESALQ / USP). 

·         Paulo Piau Nogueira, Deputado Federal (PMDB/MG), sub-relator do projeto de Reforma do Código Florestal. Engenheiro agrônomo formado na Universidade Federal de Viçosa (UFV) e produtor rural.
   
 Atividade Complementar ao Pense Repense

Palestra: Ecologia da Restauração e Restauração Ecológica: Possibilidades de Pesquisa e de Solução de Problemas.
Palestrante: Sergius Gandolfi (Esalq/USP)
Data: 14 de abril de 2011
Horário: 17h30
Local: Auditório do Bloco 4K, Campus Umuarama.

Apoio: 
Parcerias: 

Em abril começa o Projeto Pense Repense !

O Pense Repense vai ser um processo de formação aberta em Educação Socioambiental através de debates com especialistas de renome sobre questões ambientais de relevância mundial, nacional, regional (Triângulo Mineiro) e local (Uberlândia).

Palestras de temática socioambiental serão somadas a oficinas, projeção de filmes, apresentações musicais, teatro, dança, exposições de arte/fotografia entre outras manifestações artísticas para transmitir novas idéias e padrões de consumo voltados à sustentabilidade econômica.

Nos encontros, pretende-se promover a circulação de informações qualificadas sobre os recursos ambientais do bioma regional, o Cerrado, bem como dos demais ecossistemas da Terra, ameaçados pelas ações humanas.


Esperamos capacitar ambientalmente o público formador de opinião, empoderar os grupos que já despertaram para uma nova consciência ecológica e envolver os agentes culturais no processo de renovação de conceitos que não se adequam à manutenção da vida na Terra.

Isso se dará conferindo visibilidade aos problemas ambientais, fomentando e articularndo uma cadeia produtiva de economia solidária e possibilitando aos consumidores que ascendam à posição de cidadãos, cientes de suas responsabilidades e de suas escolhas.

A Primeira Edição trará especialistas nacionais e envolvidos diretamente com a questão para pensarmos jutntos a Reforma do Código Florestal.

Maiis informações em breve!

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Ongs locais conversaram com novo Secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável

O Secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Adriano Magalhães Chaves, se reuniu com representantes de ONGs e do setor produtivo na última segunda-feira, 21 de fevereiro, para apresentar as mudanças e definições da sua pasta. A OPA - Organização para a Proteção Ambiental e a ANGÁ - Associação para a Gestão Socioambiental do Triângulo Mineiro estiveram presentes representando a região. O encontro foi realizado em Belo Horizonte (MG), na sede da Associação Mineira de Defesa do Ambiente (Amda).

Leia a matéria inteira no site da OPA.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

I SEMINÁRIO SOBRE FUNDO MUNICIPAL DE DEFESA AMBIENTAL

As Organizações Não Governamentais de Uberlândia, com finalidade socioambiental, OPA!, Angá, Afes, Amedi, APR, Instituto Ipê Cutural e as entidades GOMA Cultura e o Grupo Faz de Conta, em parceria com o mandato do Vereador Delfino Rodrigues realizarão o “I SEMINÁRIO SOBRE FUNDO MUNICIPAL DE DEFESA AMBIENTAL”.

O evento ocorrerá no dia 18 de fevereiro, à partir das 8:30 horas, no Center Convention, Uberlândia/MG, com a presença dos seguintes palestrantes:

ANA BEATRIZ DE OLIVEIRA
Diretora do Fundo Nacional do Meio Ambiente
Ministério do Meio Ambiente

HELENA MAGOZO
Diretora do Fundo Municipal de Meio Ambiente de São Paulo (FEMA/SP)

ÉLISSON PRIETO
Professor do Instituto de Geografia da Universidade Federal de Uberlândia, na área de Meio Ambiente e Educação Ambiental


O Seminário tem o condão de trazer aos gestores municipais, discussões acerca da criação/estruturação dos Fundos Municipais Ambientais, considerando o cenário contemporâneo da Política Nacional de Meio Ambiente de fomento em ações de defesa, recuperação e educação ambiental, adotando como foco o financiamento público de projetos.

O Município de Uberlândia possui o Fundo Municipal de Meio Ambiente, criado pela Lei Complementar 017/91, com recursos atualmente inutilizados. Há necessidade de estruturação deste fundo, para fomento e financiamento de projetos de entidades ambientalistas, sem fins lucrativos, voltados para recuperação de áreas degradadas, educação ambiental, além de estimular a sociedade como um todo na atuação em prol da proteção ambiental.

O evento será de grande importância para o Município de Uberlândia e também para a região do Triângulo Mineiro. Estão relacionados na lista de presentes autoridades de Uberlândia e região, representantes da Prefeitura Municipal de Uberlândia, Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Câmara Municipal de Uberlândia, Ministério Público do Estado de Minas Gerais, AMVAP, dentre outros.

A presença da representante do Ministério do Meio Ambiente tem o condão de trazer futuramente recursos do Fundo Nacional de Meio Ambiente à Uberlândia, o que somente ocorrerá se o fundo municipal estiver estruturado e voltado para fomento de demandas da comunidade organizada.

A representante do Fundo Municipal de Meio Ambiente de São Paulo tem por objetivo trazer à nossa região o exemplo de uma experiência bem sucedida de um fundo estruturado que angaria e repassa muitos recursos à entidades ambientalistas, o que já resultou em muitos projetos de recuperação ambiental.


Contamos com a presença de vocês!

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Meio ambiente: recursos chegarão a R$ 900 mil

por Gustavo Stivale - Fonte: Jornal Correio, 12-02-11

A destinação de R$ 900 mil em verbas do Fundo Municipal de Defesa Ambiental (FMDA) para a aplicação em projetos ambientais de cidadãos comuns foi a principal alteração promovida pelo novo Código de Meio Ambiente, aprovado ontem pela Câmara Municipal de Uberlândia. Composto por cerca de 160 artigos, o novo código visa alinhar as leis da cidade com a legislação estadual e federal, estabelecendo, dentre outras coisas, valores de multas para infrações ambientais e mudanças no prazo de licenças para exploração do meio ambiente.
A liberação de recursos do FMDA veio por meio de duas emendas apresentadas por membros da Comissão de Legislação e Justiça, que se reuniram com ambientalistas anteontem. Graças à aprovação das emendas, entidades não governamentais poderão propor projetos de cunho ambiental para a Secretaria de Meio Ambiente, requisitando financiamento por meio de verbas retiradas do Fundo. “É um início. Havia outras propostas importantes, mas o Fundo era mais urgente”, disse a supervisora-geral da Organização para Proteção Ambiental (OPA), Thaianne Resende Henriques. De acordo com a secretária de Meio Ambiente, Raquel Mendes, não havia critérios para a utilização da verba do FMDA, por isso o dinheiro não era gasto.
O novo Código do Meio Ambiente prevê também a soberania das decisões do Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam) ante o Conselho de Desenvolvimento Ambiental de Uberlândia (Codema). Membros da oposição e ambientalistas queriam dar maior força ao Codema, que, por responder a interesses locais, teria poder de vetar resoluções da Copam que viessem a prejudicar a região. “Isto não tinha como aprovar, era inconstitucional”, afirmou o vereador Hélio Ferraz (PP).
A votação do novo Código de Saúde, que estava prevista para ontem, deve ser feita na segunda-feira (14).

Ambientalistas vão discutir nova lei

Ambientalistas e representantes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente devem se reunir na quinta-feira (17) para discutir a regulamentação do novo Código de Meio Ambiente, aprovado ontem na Câmara Municipal. O principal ponto a ser discutido é a regulamentação do item que permite o repasse de R$ 900 mil em verbas para o Fundo Municipal de Defesa Ambiental (FMDA) para projetos promovidos por entidades populares.
De acordo com o biólogo e membro da Associação para Gestão Socioambiental do Triangulo Mineiro (ANGÁ) Gustavo Malacco, poderão ser beneficiados projetos destinados à educação ambiental, recuperação de áreas degradadas e mobilização social para a preservação do meio ambiente. “Será possível fazer uma parceria e o poder público, organizações não governamentais e universidades serão beneficiados.”
De acordo com a Angá, pelo menos 15 entidades e projetos desenvolvidos por universidades poderão ser contemplados.

Vereadores queriam mais alterações

Apesar da aprovação de emendas que regularizam a utilização de verbas provenientes do Fundo de Desenvolvimento do Meio Ambiente (FDMA), permitindo o financiamento de projetos de populares, membros da bancada opositora afirmaram não estar completamente satisfeitos. O vereador Delfino Rodrigues (PT), autor de 23 emendas apresentadas, afirmou que era importante garantir ao Conselho de Desenvolvimento Ambiental de Uberlândia (Codema) o poder de vetar decisões do Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam), tendo em vista que, ao contrário do que afirma o vereador Hélio Ferraz (PP), a defesa de interesses locais é direito constitucional. “A meu ver, deixamos de fazer um trabalho melhor para Uberlândia”, disse.
O vereador Adriano Zago (PSC) também afirmou que outras emendas importantes deviam ter sido aprovadas, mas que estava satisfeito pela liberação de recursos do Fundo de Meio Ambiente. “A emenda mais importante nós conseguimos aprovar”, disse.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Intervenção das entidades ambientalistas repercute na imprensa local

Confidencial  - Coluna do Jornal Correio escrita pelo jornalista Arthur Fernandes

A voz que vem das galerias

 

A sessão da Câmara Municipal transcorria ontem na Ordem do Dia com a previsão de que a revisão do plano diretor na parte de meio ambiente fosse votada e aprovada da forma como o Executivo quer. Com a maioria reconquistada no plenário, os integrantes da bancada da situação queriam colocar o projeto para votar rápido e não aceitavam o pedido de vista do processo protocolado no fim de janeiro pelo vereador Delfino Rodrigues (PT). Eis que surge uma voz das galerias. Um integrante de uma entidade ambientalista pede para usar a palavra na tribuna.

Com a palavra
O pedido da palavra foi aceito pelo presidente da Câmara, Vilmar Resende (PP), após o ex-presidente Hélio Ferraz, o Baiano (PP), interceder a favor. A votação, que estava prestes a começar mesmo não estando na pauta, é suspensa, e o presidente da Associação para Gestão Socioambiental do Triângulo Mineiro (Angá), Gustavo Malacco, sobe a tribuna.

Convencimento
Com um único argumento, ele conseguiu convencer a bancada da situação e a mesa diretora a adiar a votação, que até então era considerada iminente, mesmo com os pedidos insistentes de análise da matéria feito por outros vereadores. “O prefeito Odelmo Leão sempre fala que manda projetos que são do povo para esta Casa. Mas o povo não está mandando este projeto”, afirmou o biólogo. As palavras surtiram efeito e uma reunião foi convocada para tratar sobre o veto de inconstitucionalidade dado pela Comissão de Legislação e Justiça ao pedido das entidades ambientais para poder apresentar projetos para utilizar o Fundo Municipal de Meio Ambiente.

Ineditismo
A emenda que abria o precedente da utilização de parte do recurso do fundo pela sociedade civil foi vetada pela comissão presidida por Hélio Ferraz. A votação está prevista para ocorrer hoje, a emenda provavelmente continuará sendo vetada pela maioria, mas a cena de uma votação sendo paralisada na Câmara por uma pessoa que não ocupa as 21 cadeiras de vereador é um fato inédito nos últimos tempos. A atitude do presidente da Casa rendeu cumprimentos por parte de alguns colegas, que, até então, tentavam, sem sucesso, barrar a votação da matéria.

Vetos e mais vetos
Das 24 emendas apresentadas ao projeto de revisão do código ambiental, quatro tiveram parecer favorável da Comissão de Legislação e Justiça. Ou seja, 20 foram consideradas inconstitucionais. O crivo da comissão tem gerado reclamações entre os assessores jurídicos de vereadores da oposição. “Eles dão parecer contrário, dizendo que é inconstitucional, mas não citam qual o artigo da Constituição foi violado”, disse uma advogada de um vereador.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Caminho das Águas

Coluna no GLOBO
http://oglobo.globo.com/economia/miriam/

Enviado por Míriam Leitão e Alvaro Gribel
16/01/2011

Enquanto o Rio enterra seus mortos, no mesmo país, o órgão ambiental é atropelado por querer avaliar melhor se é viável a construção da usina de Belo Monte na Amazônia. As mudanças climáticas, que podem produzir inundações mais frequentes, vão reduzir as chuvas na bacia do rio Xingu. Com secas mais prolongadas, a usina ficaria menos viável economicamente.

Junte-se a economia e o meio ambiente, que jamais devem estar separados, e a conclusão é que Belo Monte ignora os limites do caixa do Tesouro, e os da Natureza. O país pode, no Xingu, fazer um erro duplo: gastar demais com uma usina que produzirá pouca energia, num momento de contenção de gastos, e que será uma agressão ao meio ambiente, num momento em que a Natureza pede mais respeito.

Ninguém tem dúvidas de que foram erros somados, de incúria, desleixo, ocupação desordenada, que deixaram os brasileiros de qualquer cidade expostos à tragédia das perdas humanas e patrimoniais diante dos eventos climáticos extremos. A lista dos erros é conhecida. E, no entanto, o Brasil se move na mesma direção.

Olhando da perspectiva apenas energética, a hidrelétrica, pela qual se derrubam diretores em série no Ibama, pode ser um fiasco. Ela supostamente teria um potencial de 11 mil megawatts, a terceira maior do país. Balela. Nos picos da cheia, a energia firme seria de 4,4 mil. Nos meses de seca, 2 mil. Podendo ser menos. O risco é que, se ouvidos, os climatologistas dirão que os cenários mais prováveis durante toda a vida útil da usina são de redução das chuvas na Bacia do Xingu, o que pode reduzir muito a energia firme.

A briga contra Belo Monte tem 20 anos. O projeto original produziria 20 mil megawatts porque seriam várias usinas. O governo mudou o projeto dizendo que será apenas uma. O que alagará “apenas” um território do tamanho de um terço da cidade de São Paulo. O problema é que não há qualquer garantia de que depois não serão feitas as outras. Até porque, no cenário das mudanças climáticas, ela só tem alguma chance de ser energética e economicamente viável se as outras forem feitas.

Empresas que estudaram profundamente o projeto recuaram da decisão de participar. Aceitam ser fornecedores, mas acham que incorrem em risco de dano à imagem com os conflitos que poderão ocorrer. De todo tipo. Da escavação de 210 milhões de m de terra, da construção de um canal de 100 quilômetros de extensão, do fim da Volta Grande do Xingu, do deslocamento de 20 mil famílias, do fato de que não estão resolvidos os impactos sobre as populações indígenas dos Arara, Juruna e Xikrin di Bacajá.

Segundo um relato que ouvi recentemente, o governo tem prometido estradas e picapes para atrair os mais jovens a aceitar a perda da navegação num certo trecho do rio. Tem dividido tribos. Em primeiro de fevereiro do ano passado, depois de alguns atropelamentos no Ibama, saiu a licença prévia. Mas foram estabelecidas 40 condicionantes que custariam R$ 1,5 bilhão para serem atendidas. Não foram atendidas e agora se faz novo atropelamento do Ibama para sair a licença que permitirá o início das obras.

Essa usina que tem tantos riscos ambientais, e que pode encontrar um cenário hidrológico adverso pelas mudanças climáticas, quanto custará? Isso é outro enigma. Pode custar R$ 19 bilhões como o governo diz, mas ninguém acredita. Nem economistas sem corações ambientais; nem ambientalistas sem corações econômicos; nem empresas que têm apenas bons programas de projeção de custos. Simplesmente parte do custo está embutida nos subsídios e parte está escondida nos riscos que não foram devidamente calculados. Há estimativas de que o preço pode chegar a R$ 30 bilhões. Se for isso, será com o seu, o meu, o nosso dinheiro, porque o risco foi todo estatizado.

Temos enormes motivos de expansão de gastos pela frente. Alguns inadiáveis. O setor público investe pouco há muito tempo. Deve selecionar seus investimentos cruzando as variáveis. Uma delas é o cenário das mudanças climáticas, outra é a busca de maior competitividade na economia brasileira, outra, a redução de custos futuros, outra, a melhoria da vida da população. Afetar populações indígenas, deslocar milhares de pessoas, agredir o meio ambiente na floresta, ignorar a mudança do regime hidrológico, entrar num gasto que pode ser um buraco sem fundo não parece sensato. Mas é o que o governo está escolhendo fazer.

O que tem isso a ver com o Rio estar contando seus mortos? A Terra é uma só. Os eventos não estão separados. Essa constatação é o grande ganho do conhecimento recente das ligações entre fenômenos climáticos. Ainda estamos aprendendo, mas a cautela é a melhor das atitudes.

A geologia específica da Serra do Mar é camada fina de terra sobre rocha. Pela conformação da serra há muita formação de nebulosidade. A Zona de Convergência do Atlântico Sul e o Sistema de Bloqueio, fenômenos conhecidos, mas mais ativos atualmente, produziram uma queda brutal de água sobre as cidades serranas. Mas a tragédia foi contratada pelos desatinos da ocupação do solo. A Austrália, onde um tufão produziu uma inundação semelhante, teve infinitamente menos mortos.

O Brasil está discutindo seriamente como elevar o grau de desmatamento e redução das áreas protegidas numa extemporânea e amalucada proposta de revisão do Código Florestal.

A promessa do discurso de posse foi bonita. A presidente engalanada e em dia emocionante prometeu crescimento com sustentabilidade. No caminho do crescimento sustentável do governo Dilma Rousseff há, logo na primeira curva, dois incontornáveis rochedos: a mudança do Código Florestal e a construção de Belo Monte.